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O EVANGELHO E A POLÃTICA PDF Imprimir E-mail
Escrito por Ap. Renato Machado   
Qui, 28 de Maio de 2009 16:20

Deuteronômio 17:14-15 “Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dá, e a possuíres e, nela habitando, disseres: Porei sobre mim um rei, como o fazem todas as nações que estão em redor de mim; porás certamente sobre ti como rei aquele que o Senhor teu Deus escolher. Porás um dentre teus irmãos como rei sobre ti; não poderás pôr sobre ti um estrangeiro, homem que não seja de teus irmãosâ€.
Mais uma vez chega a eleição e o poder que está em nossas mãos não pode ser desprezado - O voto. Uma aliança que é feita com um governo que não deve quebrá-la. O que acontece com o homem não cristão é o menosprezo de uma aliança ocasionando o rompimento das promessas. E toda a quebra de aliança gera uma conseqüência danosa para ambas as partes envolvidas.
Deus deixou bem claro em sua Palavra que Ele abençoaria todos aqueles que abençoassem seu povo e amaldiçoaria aqueles que o amaldiçoassem (Gênesis 12:3). Um governo que fere uma aliança com seu povo está amaldiçoando todos debaixo de sua administração e entre esses está uma comunidade cristã, o povo de Deus – A menina dos olhos de Deus que não deve ser tocada (Deuteronômios 32:9-10 e Zacarias 2:8).
Um governo deve entender que é sábio todo aquele que pratica a justiça, pois só tem a ganhar com isso. A Igreja do Senhor Jesus é a Noiva, logo não pode ser tocada, pois o Noivo agirá.
Logo no início da igreja cristã, os discípulos de Jesus colocavam suas ofertas aos pés dos apóstolos e estes repartiam e administravam em favor da comunidade. Um exemplo claro de um governo saudável e podemos trazer a similaridade com os impostos pagos que devem ser revertidos em benefícios da sociedade.
Muito tempo foi falado que política é do diabo pelos próprios crentes, logo ele tomou posse. Mas agora essa situação está se revertendo, pois a igreja do Senhor acordou e está tomando esse trono, ocupado erradamente ao longo da história, com uma grande luta espiritual, estratégica e de ação. Deus criou o homem Adão e disse a ele para governar sobre a terra (Gênesis 1:27).
A participação política, inclusive a partidária, é imprescindível para construção de uma sociedade justa, eqüitativa, pluralista e democrática. É fundamental que mais cristãos Assumam este compromisso como uma exigência evangélica.
O governo sábio busca nas escrituras o entendimento de uma melhor administração – um governo para todos. Nessa administração eficiente, sabe-se que não foi levantado para este posto para governar uma parte, alguns somente, como um determinado partido ou religião ou outras facções da sociedade. Tem seu referencial na Palavra de Deus de um governo para todos de igual medida sem prevalecer alguma parte da sociedade. Deus não faz acepção de pessoas, o que é certo tem honra, o errado, desonra. A eficiência está na conduta e esforços em prol a um todo.
O cristianismo não é uma religião individualista, onde cada um vive por si, isolado, atentando somente para seus próprios interesses. O cristianismo é uma religião de comunidade, de doação para seu próximo. Cada discípulo de Jesus luta para que as pessoas vivam melhores. Começa uma luta árdua para levar as almas primeiramente à Cristo, pois sabem que esse passo é o mais importante na vida de qualquer indivíduo, gerando vida em abundância. O cristão se enche de alegria quando se depara com todos aqueles que estão bem, porém com aqueles que passam algum deserto, ele ajuda até a sair do mesmo, já que se entristece com o sofrimento de outros.
Os dons de Jesus são para serem aplicados na sociedade. Deus dá dons em meio a sua igreja para a edificação da mesma. Nada do que recebemos é para ser usado de forma egoísta. Se algum talento, que é sabedoria dada por Deus, faz parte na vida de alguém, por que não usá-lo em benefício da comunidade como ensina a Bíblia?
A política é uma ciência em que os capacitados devem canalizar para a melhoria da qualidade de vida. O que ocorre, porém, é que esse talento é usado erradamente, favorecendo alguns somente.
Também o político cristão, submisso a Deus e ao seu líder espiritual, canaliza seus esforços para a sociedade como um todo e não somente para crentes. Ele governa para todos, porém de uma forma justa em que todos ganham. Você governa seu corpo e não decide somente cuidar da cabeça ou só o coração, pois se o restante desfalecer, todo o corpo perde.
Os cristãos têm tanto o direito como o dever de usar a cidadania terrestre. Deus não pede, que as pessoas corretas, se distancie da política e deixem o controle sóciopolítico e econômico nas mãos dos “malfeitoresâ€. Os cristãos devem ser o sal e luz do mundo. Sal que dá sabor ao alimento, que faz a diferença e luz que mostra o caminho correto àqueles que ainda estão na escuridão e não sabem onde pisar e para onde irem.
Um homem temente a Deus pensa muitas vezes e consulta ao Senhor antes de agir para evitar o erro e danos a ele e a outros. Quando o governo é justo e visa às benfeitorias em pró da comunidade, e assim toda a sociedade ganha.
O apóstolo Paulo relata em Filipenses 4:22, que mandava saudações à igreja em Filipo, de todo os santos (povo do Senhor) e também os da casa de César. Veja que no palácio de César, no governo dele começava a entrar cristãos e transformar muitas vidas lá no seu interior. O apóstolo Paulo era considerado um prisioneiro político, pois ameaçava o governo corrupto de Roma com um cristianismo de mudanças e a própria guarda que vigiava Paulo se converteu e levou o evangelho à própria casa do imperador César.
O evangelho entrou na casa de César, pois não faz acepção de pessoas, logo um governo não pode diferenciar sua administração por níveis diversos. A política é para todos e todos devem participar de uma forma direta, conhecendo, votando e fiscalizando a autenticidade das alianças.
Uma vez, há muito tempo atrás, eu escrevi uma pequena poesia: A ferida sangra. O pau-brasil sangra. A mulher sangra, o Brasil sangra. E o político vampiro? Vai ai um canudinho?
Isso é repugnante e vergonhoso para nós. O voto não pode ser tolo. O voto é uma aliança que fazemos e que viveremos debaixo desse compromisso, independente de qualquer conseqüência a passar, colheremos o que plantarmos.
A política tem que ser conquistada por pessoas que tem caráter transformado por Cristo – uma mente renovada que não se conforma com o detrimento atual, logo experimentam o agradável de Deus (Romanos 12:2). Uma mente segundo a vontade de Deus. Que governe bem, pois Jesus governa sua vida.
Deus nunca obriga ninguém a nada. Ele chama as pessoas para seguí-lO, mas só vai quem quer. Deus aconselha que o governo a ser colocado sobre seu povo seja erguido dentre o povo. Então exerça sua cidadania elegendo um governo justo. Como? É pelos frutos que conhecemos a árvore.
Deus nos abençoe em nossa escolha! E que Jesus dê o discernimento nesse tempo tão importante para o Brasil.

 
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