Pedido de Oração
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304 - ACOMODADO OU INCOMODADO PARTE 2 PDF Imprimir E-mail
Dom, 10 de Maio de 2009 02:25

 Não se dê por satisfeito

Diante das conquistas, uma pessoa incomodada fica contente, mas nunca se contenta.
Tratando-se de evangelismo, depois de cada conquista, duas posturas podem ser adotadas: continuar trabalhando na busca de outras pessoas ou nos darmos por satisfeitos (saciados, fartos) e nos acomodarmos naquilo que já conseguimos. Entretanto, aquele que entendeu o chamado de Deus para a sua vida nunca poderá se dar por satisfeito e se acomodar, pois a acomodação impedirá que novas conquistas se tornem uma realidade.

É possível encontrar pessoas - algumas delas inclusive com larga experiência cristã - que se enganam quando pensam que o pouco que já conquistaram é o bastante. Sentem-se satisfeitas e realizadas ministerialmente e se acomodam diante de uma ou poucas pessoas, impedindo um crescimento ainda maior do rebanho que Deus lhe confiou.
Normalmente isso pode ocorrer por duas razões: quando sua visão está fora de foco em relação à visão de Deus ou porque se acomodam e se consolam dizendo: jamais pensei em cuidar de vidas. Está bom. Vou me esforçar para não perdê-las.
A visão de algumas pessoas a respeito do seu ministério precisa ser restaurada por Deus pela renovação da mente e disposição em mudar conceitos pré-estabelecidos. Já é sabido que para atingir um alvo é preciso alcançar metas intermediárias. É evidente que devemos cuidar bem daqueles que estão chegando às células, mas não podemos perder de vista o objetivo final que consiste na multiplicação e isso somente será possível se, desde agora, uma incomodação tomar conta dos líderes e demais pessoas de cada célula.

Alguém já disse que o bom é o inimigo do ótimo e o ótimo o vilão do excelente. O fato é que tanto o bom como o ótimo poderá gerar uma satisfação que produzirá a acomodação que representará o maior inimigo do crescimento.
A acomodação tende a ser estagnante. Uma pessoa que se acomoda satisfeita pelo que já tem deixará de sonhar com coisas maiores e sua motivação a levará a manter o rebanho ao invés de lançá-la ao crescimento e multiplicação.Mesmo que nossas conquistas possam nos parecer grandes ou suficientes aos nossos próprios olhos, não podemos nos dar por satisfeitos nem nos acomodar, pois Cristo, nosso maior referencial, jamais se acomodou.

É estimulante olhar para a vida de Jesus e ver como seu ministério estava impregnado a Ele.
Durante seu curto, mas eficiente ministério, o vemos realizando sua obra incansavelmente. Nada o impedia de cumprir o seu propósito. Onde quer que estivesse Ele curava, libertava, salvava e abençoava as pessoas. A prioridade na sua agenda era estabelecida pelo seu coração e conduzida pelo seu ministério. Jesus jamais se deu por satisfeito. Ele sempre se incomodou com aqueles que necessitavam ajuda.

Interessante notar que até mesmo nos últimos instantes de sua vida, depois de ter sido humilhado, maltratado, açoitado e pregado numa cruz, Ele ainda se interessou pela situação dos perdidos. Poderíamos pensar que logo após ser erguido na cruz do Calvário, Jesus já teria motivos suficientes para se acomodar. Ele poderia se dar por satisfeito e esperar o cumprimento da profecia, com a grata sensação do dever cumprido, pois, efetivamente Ele cumpriu sua dolorosa missão.
No entanto, mesmo crucificado, o Mestre encontrou forças para continuar o seu trabalho, realizando aquilo que constituiu a base do seu ministério, perdoar e salvar as pessoas. Algumas de suas últimas palavras foram: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (cf. Lc 23:34) e ainda, “hoje estarás comigo no paraíso” (cf. Lc 23:39-43).O exemplo deixado por Jesus nos leva a entender que a realização da obra de Deus deve ser uma constante na nossa vida e que jamais poderemos permitir que a acomodação produzida por um espírito de satisfação nos envolva nos fazendo parar.

Nenhum motivo, qualquer que seja, pode ser suficientemente forte para nos fazer acomodar, pois sempre haverá alguém que espera ouvir da nossa boca que Jesus é o único que pode lhe perdoar e lhe dar a salvação. Portanto, jamais se dê por satisfeito.

Para encerrar, podemos dizer que a acomodação precede a inércia, a inércia conduz à apatia, a apatia estimula o desânimo e o desânimo atrai a desistência e ao passo que a incomodação precede o interesse, o interesse conduz à atitude, a atitude estimula o ânimo, o ânimo atrai a persistência e a persistência revela o sucesso.     Pr. Sérgio Galegari

 
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